Município já registrou 82 casos da doença este ano e reforça cuidados para prevenção e identificação dos sintomas. Confira os detalhes!

A Prefeitura de Estância Velha, por meio da Secretaria de Esporte e Bem-Estar (SEBEES), alerta a comunidade para os cuidados com a esporotricose, doença que tem registrado surtos e aumento significativo de casos em municípios da Região Metropolitana. Em Estância Velha, a doença também já está presente e exige atenção da população, principalmente em relação aos gatos com acesso à rua. Somente através do acompanhamento realizado pelo Departamento de Bem-Estar Animal já foram registrados 82 casos no Município, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação. Atualmente, o bairro com maior incidência é o Rincão dos Ilhéus. O Departamento de Bem-Estar Animal está disponível para auxiliar famílias de baixa renda com orientações, acompanhamento veterinário e medicações para animais infectados.

Atualmente, o Departamento acompanha o tratamento de 12 gatos diagnosticados com esporotricose, e que foram abandonados no município. Entre eles está o gatinho malhado Zé Felipe, que já está recuperado da doença e agora aguarda por uma nova família. Assim como ele, os demais animais também estão disponíveis para adoção responsável após o acompanhamento veterinário realizado pela equipe municipal.

A médica-veterinária do município, Vanuza Barcelos, destaca a importância de olhar para esses animais além da doença. “Muitos desses gatos passaram pelo abandono e pelo sofrimento, mas com tratamento, cuidado e carinho conseguem se recuperar e ter qualidade de vida novamente. A adoção representa uma nova chance para esses animais e também um ato de responsabilidade e empatia”, ressalta. Interessados em conhecer os animais e realizar adoções podem entrar em contato diretamente com o Departamento de Bem-Estar Animal pelo WhatsApp 51 99673-8654.

O que é a Esporotricose?
A esporotricose é uma micose causada por fungos do complexo Sporothrix, especialmente o Sporothrix brasiliensis, principal responsável pelos surtos urbanos da doença no Brasil. A enfermidade afeta humanos e animais, principalmente gatos, sendo considerada um problema de saúde pública em diversas regiões do país. A transmissão para humanos acontece principalmente através de arranhões, mordidas ou contato direto com feridas e secreções de gatos infectados. Também pode ocorrer contaminação por espinhos, madeira ou solo contaminado com o fungo. Já os gatos geralmente se infectam ao entrar em contato com matéria orgânica em decomposição, ambientes contaminados ou durante brigas com outros felinos doentes. O gato pode transmitir a doença para humanos e outros animais, enquanto a transmissão de humanos para gatos é considerada extremamente rara.

Sintomas
Nos humanos, a doença costuma provocar nódulos avermelhados que evoluem para feridas, principalmente nas mãos, braços, pernas, pés e rosto. Muitas vezes, as lesões aparecem alinhadas pelo corpo acompanhando os vasos linfáticos. Também podem surgir sintomas como febre, dores articulares e aumento dos gânglios. Nos gatos, os sinais mais comuns são feridas profundas no rosto, nariz, orelhas e patas, que podem se espalhar pelo corpo. O animal também pode apresentar emagrecimento, perda de apetite, espirros e secreção nasal.

Existe tratamento
Apesar de ser uma doença séria, a esporotricose tem cura quando tratada corretamente. Em humanos, o tratamento é realizado com medicamentos antifúngicos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pessoas com suspeita da doença devem procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica. Nos animais, o tratamento também é feito com antifúngicos e acompanhamento veterinário, podendo durar vários meses conforme a gravidade do caso. Durante esse período, é importante evitar contato direto com as feridas sem proteção e impedir que o animal tenha acesso à rua.

Cada um faz a sua parte
Entre as principais formas de prevenção estão manter os gatos dentro de casa, evitar contato com animais doentes, utilizar luvas ao manusear animais com suspeita da doença e procurar atendimento veterinário ao perceber feridas persistentes. A castração também auxilia na redução de brigas entre felinos e, consequentemente, no risco de transmissão. Além do auxílio do Departamento de Bem-Estar Animal, pessoas com suspeita da doença podem procurar as unidades de saúde do município para receber atendimento gratuito pelo SUS.

Fonte: PMEV

Data de publicação: 27/05/2026

Créditos: Julia Monteiro

Créditos das Fotos: Julia Monteiro