Ipê Roxo foi tombado como patrimônio histórico da cidade

Quem nunca se deslumbrou com as belezas naturais da Zona Rural de Estância Velha? Entre a simplicidade das propriedades da agricultura familiar, passando pelas delícias da gastronomia, e a beleza das áreas de lazer e entretenimento, o destaque fica por conta da vegetação local que encanta pelo seu colorido, especialmente com a chegada da estação mais florida do ano.

Seguindo pela Rua 13 de Maio, passando por diversas propriedades integrantes da Rota Rural Turística de Estância Velha, os visitantes se deparam com a propriedade de Carlos Molter, 75 anos. Dezenas de estufas com moranguinhos deliciosos fazem a alegria dos visitantes. Mas engana-se que a história da centenária propriedade familiar tem só a fruta do momento como atrativo. Com orgulho imensurável, o dono da propriedade mostra uma árvore que é um dos símbolos do Município.

Molter lembra que tinha apenas sete anos quando o avô disse que o ipê roxo que existia na propriedade seria seu. A árvore tem cerca de 30 metros de altura e calcula-se que a idade seja de mais de 200 anos. Foi o funcionário da Prefeitura, Ruggardo Pedro Grub, quem fez o tombamento da árvore como patrimônio histórico. O tombamento significa um conjunto de ações realizadas pelo poder público com o objetivo de preservar, por meio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.

Ipê Roxo
O Ipê-Roxo, cientificamente chamado de Handroanthus impetiginosus, é uma das árvores mais icônicas do Brasil, conhecido por suas flores de um tom roxo vibrante que transformam qualquer paisagem em um verdadeiro espetáculo. Sua floração, que ocorre entre o inverno e a primavera, é um símbolo de resistência e beleza, especialmente em períodos mais secos.

Com suas raízes profundas e tronco imponente, o Ipê-Roxo é ideal para áreas externas, sendo amplamente utilizado em projetos de paisagismo urbano e residencial. Ele prefere solos bem drenados e é resistente a climas variados. Suas flores, além de encantarem os olhos, contribuem para atrair polinizadores, como abelhas e pássaros, reforçando a biodiversidade local.

Data de publicação: 12/09/2025

Créditos: Sandra Costa/PMEV

Créditos das Fotos: Vitoria Constante/PMEV